E a vida fácil na verdade era
Corrosivamente dura
Corpo degradado, depravado, degenerado
Coração maculado
De uma sujeira que não sai no banho
Que não sai do corpo
-corrupção, concupiscência-
Nos dias de sua luxuria
Se inflamou pelo dinheiro fácil
Da multidão de teus amantes
Que nunca te amaram...
Te abusaram, Hilda
E sua fama se tornou obsoleta.
Mas tua vergonha, Hilda, se espalhou
Como doença contagiosa
A malícia de teus olhos pintados
E a lascívia de teus lábios vermelhos
Se tornaram perigosos demais
Para todos os que seguiram
Teus caminhos de morte,
Teus passos para o inferno.
A tua fama, Hilda, se tornou obsoleta,
E tudo foi mentira,
Interesse.
Te usaram como um descartável
E sua vida só seria fácil
Se fácil fosse sinônimo de vazia
Pois agora estás sozinha, como sempre esteve
Só que mais sozinha.
Mas existe um nome que liberta
Alguém que te ama de verdade
Ele é a esperança
Ele te espera
Então abandona esta vida, oh Madalena
Luta, se liberta, lava a sua alma!
Se desprende dos teus sete demônios
E vai...
...e não peques mais...
Disse Jesus:
-Eu sou o caminho, a verdade, a vida.
(para as meninas da boate Hilda Furacão)
- E então, o que o senhor achou do meu poema?
- Pra ser sincero com a senhora, não gostei nem um pouco!
- Mas por quê?
- Ele não deixa nada no ar, não nos faz refletir nem sentir nada. Seu estilo é infantil e de rimas pobres! É Péssimo!
- E o que mais tens a coragem dizer assim contra mim na minha cara!?
- Hum, já que perguntou, também não gosto de seus textos em proza, são confusos e cheios de erros gramaticais. E detesto quando a senhora sustenta aquele ar autoritário intelectual, beira o insuportável quando fica exigindo várias coisas, e quando chega de mau humor é tão irritante...
- Poxa não sabia disso tudo!
- mas eu te amo!
- o que disse?!
-sim, perdidamente.
*