Quando teu olho olho
Minha mente mente
Como quem lança a lança
Ou jogou um dado um dado momento
Assim assim à sorte
E não ouviu ou viu nada diferente.
Tive que passar do passado
Quando olhei a namorada do mal na morada do mal
Quando a serpente quis ser pente
Do ente doente
Eu porém preferi ser humano ou ser um mano
Uma pessoa cujo pé soa
Um qualquer, o qual quer vencer.
Agora piso o piso gelado
E cavo com pá, ciência e paciência,
E a calma acalma.
Naquela era era diferente
Um era um e o outro outro,
Mas hoje como como todos comem
E se se banharem todos também banho
Mas sei que amarrado com fio não confio neles
No desespero dez espero, para que me ajudem
Mas não me socorrem, só correm.
Se separa a semente, se pára e se mente
Dívida de vida a pagar e apagar a mágoa
Recebendo tudo aquilo a quilo pesado.
E é isso que eleva a dor no elevador
A dor que doeu do eu interior,
Se tua se situa bem aqui no coração
Faça o que eu digo, venda a venda dos teus olhos
Deixe o amor cego do morcego
De cada dente decadente,
Pega a corda e acorda,
A linha e alinha
E a massa amassa
Formatar, só se for matar os dados
Porém nunca desista ou deixe de existir.
Escreve meu nome no teu braço
Ou nas curvas do teu corpo
Cabe em qualquer lugar
E não pesa.
Escreve-o
Na gaveta de tuas roupas
Entre meias e calcinhas,
É fácil
E não dói.
Escreve lá na rua da tua casa,
Na praça Nova York
Pra onde foste embora e eu nunca te perdi.
Escreve o meu nome no seu coração
Não sei se vale à pena
Mas sei que cabe
E não,
pesa não.